| A Relação Educador-Educando e o Processo de Formação |
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* Assistente Social; Mestre em Serviço Social (UFRJ); Doutora em Educação (USP/SP), Docente da Universidade Estadual de Londrina; Assessora em Instituições do Terceiro Setor. |
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RESUMO: PALAVRAS CHAVE : educação, formação profissional, educador e educando. ABSTRACT: KEY WORDS: education, professional formation, educator, undergraduate
1. O Processo de Formação Profissional e a Relação Educador-Educando. As reflexões sobre o processo de formação profissional não podem ocorrer dissociadas do contexto universitário onde se processa, e nem do sentido, propósitos e princípios educacionais que a determinam. Por sua vez, a Educação tem que ser pensada dentro do contexto social, econômico e político no qual se encontra inserida, pois não é imune às influências do mesmo e, ao mesmo tempo tem um papel contribuidor no desvelamento e transformação dessa realidade.
Considerar a Educação como um processo particular da realidade, sem aceitar a própria totalidade, isto é, sua vinculação imanente às relações sociais, significa toma-la como universo separado. (CURY, 1985, p.27)
Mas, a Educação não é simplesmente determinada pela realidade global. O processo educativo traz em seu bojo elementos contraditórios que, se trabalhados com clareza propiciarão o desocultamento de aspectos essenciais e internos à mesma e, conseqüentemente, o seu desvelamento e a sua compreensão, com vistas ao processo de transformação social, constituindo-se em um dos seus determinantes. A responsabilidade social e política da ação educativa é a participação dos educandos, através de sua práxis, na realidade histórica. (FREIRE, 1980) Seus limites não se circunscrevem à escolarização. Deve proporcionar primeiramente ao aluno a descoberta de si mesmo, centrando-se na pessoa dele e não somente na área de conhecimento estudada. É um ser que está em contínuo acontecimento, experienciando a realidade de um modo singular e pessoal, atualizando, preservando e fazendo crescer a sua experiência no sentido de conseguir maior independência, auto-governo e autonomia. O processo educativo é, portanto, auxiliar imprescindível para que o aluno se auto-desvele enquanto pessoa, enquanto ser social e político, desvelando, conhecendo e engajando-se na realidade. Tem íntima relação com a reflexão-ação, com o desenvolvimento da consciência crítica e com o contexto social onde vivencia suas experiências cotidianamente junto a outras pessoas.
A Educação é um processo histórico-social, no qual o homem toma posse junto a outros homens da realidade em que vive. Realidade que, historicamente outros homens construíram antes dele e, ao mesmo tempo ele a constróe. (KISNERMAN, 1976; p. 56)
A realidade vivenciada necessita ser refletida para ser modificada pelo sujeito que, conhecendo-a e agindo sobre a mesma, transforma-a, transforma-se e faz história. Esse processo educativo ocorre no contexto da realidade social sendo influenciado por ele e influenciando-o à medida que interagem dialeticamente. Deve ser reconhecido por sua natureza política.
...todo ato educativo é essencialmente político... todas as vezes que questionamos a educação, questionamos as formas de consciência, e todo aquele que vai para uma universidade espera que ela forneça um saber que lhe permita fazer política, isto é, assumir um compromisso com a sociedade. (ALMEIDA, 1984; p.109 e 110)
No âmbito específico do ensino universitário essas reflexões se revestem de cunho especial. Primeiro, por tratar-se de uma educação voltada eminentemente para a formação profissional[2]. Qual profissional se quer formar e para qual realidade? Segundo, pelo fato de que os universitários brasileiros, oriundos esmagadoramente de frações de classes sociais mais privilegiadas, têm passado por uma formação, nos ensinos fundamental e médio, ainda pouco preocupada com o ser do estudante e com o desenvolvimento de um saber crítico e reflexivo, que leva a uma melhor compreensão da realidade na qual estão inseridos, com todos os seus condicionantes econômicos, sociais e políticos. A universidade torna-se, então, local de importância fundamental no processo educativo no sentido de que deve propiciar formação profissional sim, mas, além disso, propiciá-la de tal forma que o médico, o engenheiro, o advogado, o fisioterapeuta, o sociólogo, o pedagogo, o psicólogo, o assistente social, etc., no exercício da profissão, não sejam mera mão-de-obra especializada, coisificando-os e massificando-os. São sujeitos capazes de engajarem-se na realidade social mais ampla para descobri-la, refleti-la e transforma-la nos aspectos que obstaculizam uma existência plena no sentido profissional, social e pessoal. Não é possível refletir o processo de formação profissional fora do contexto educacional global e nem isola-lo da realidade social, econômica e política. É este contexto, em sua totalidade, que se constitui em horizonte para ser pensado, refletido e compreendido pelo educando que o vive e o experiencia de forma singular e única. Por sua vez, a proposta de uma formação universitária contextualizada, relacionada com a realidade social, histórica, econômica e política que a condiciona e a explica, nos leva a pensar na relação educador-educando no decorrer desse processo. Pois, quando postulamos um processo educativo contextualizado depreendemos que a prática didática deva ser coerente com uma postura que facilite ao estudante o desenvolvimento da consciência crítica, permitindo-lhe o desvelamento não apenas da realidade onde está inserido, mas também de si mesmo enquanto sujeito, na qual a relação de poder não encontra espaço para se instaurar e se disseminar. Isto porque, na prática de ensino existem, basicamente, duas posturas que fundamentam a ação didática. A primeira refere-se ao professor que assume a posição de possuidor exclusivo do conhecimento. Conhecimento esse que deve ser transmitido aos alunos da Disciplina “X”, conforme ementa “Y” e, para tal, formula objetivos pedagógicos a serem alcançados em um período de tempo “Z”. Paulo Freire (1980) denominou essa postura de “educação bancária”. O conhecimento é transmitido de modo depositário, não ocorrendo diálogo, troca de idéias e nem participação ativa do grupo mais interessado no processo: os educandos. A segunda postura é a do educador que, consciente de suas limitações e, depositando uma confiança verdadeira na capacidade e desejo do aluno em participar ativamente do processo de aprendizagem, se abre para o diálogo, estabelecendo uma relação horizontal, na qual a busca do saber é comum e mútua. Essa postura não significa “laizze-faire”; a segurança do educador lhe permite dialogar, ouvir os educandos, refletir com eles e adequar o plano de ensino e a ementa às suas reais necessidades e expectativas. É a “educação libertadora”. Durante o processo educativo, a prática didática, através da práxis da ação-reflexão, e dentro de uma perspectiva essencialmente democrática, deve encontrar o caminho para uma formação libertadora. Para que a Educação seja um dos instrumentos que facilite a compreensão e a transformação da realidade, a prática didática há de estar pautada em uma atuação que visualize o educando enquanto pessoa, sujeito de sua história, capaz de descobrir a si mesmo e a realidade, modificando-se e modificando-a. As ideologias que obscurecem o desenvolvimento do saber, a tecnificação do ensino que massifica as aptidões pessoais, o utilitarismo que sufoca o afloramento da interioridade criadora da pessoa humana, o discurso abstrato e vazio do professor que substitui o diálogo criador entre educador e educandos... devem ser desmascarados pela didática fundada em uma relação horizontal de troca de vivências, de busca comum do saber e de respeito mútuo, valorizando a capacidade intrínseca de cada ser humano construir o seu próprio processo de conhecimento, compreender a realidade social e, dentro de qual for o seu projeto profissional, propor e executar ações transformadoras de sua realidade pessoal e social. A prática didática possui uma responsabilidade essencial na relação educação-sociedade. Se ela pautar-se em uma concepção estática, em que a pessoa é objeto das estruturas institucionais, voltar-se-á para uma atuação na qual o válido é o cumprimento de objetivos pedagógicos abstratos e distantes da realidade. Mas, se ao contrário, tiver uma visão totalizante da realidade dinâmica, onde a pessoa exerce um papel fundamental enquanto sujeito, direcionará a sua atuação no sentido de despertar, valorizar, incentivar e mobilizar a capacidade criadora, emancipadora e libertadora do educando. E, nesse processo, o educador também se libertará e se renovará continuamente. Quando a prática didática não permite essa relação de horizontalidade entre educador e educando... quando o discurso é unilateral... quando o conhecimento é simplesmente transmitido sem discussão e reflexão... e quando é dissociada das questões mais amplas presentes no contexto social, essa relação se torna estéril, os integrantes não são mais pessoas que aprendem conjuntamente, mas, “professores e alunos”, em que o primeiro é o “dono” do saber e o segundo é o “receptor” desse saber promulgado pela ementa da Disciplina “X”. São “coisificados” sob a forma do “eles” e, provavelmente se instaura uma participação inautêntica do tipo autoritário, surgindo a relação de poder na qual o conhecimento do professor é dogmatizado. Há de se ressaltar que ao professor cabe sim o papel de dirigente e coordenador do processo de ensino, garantindo as condições mínimas para a sua condução. Mas isso não significa uma postura autoritária e dogmática enquanto detentor único do saber. Buscando a instauração do “nós” e não do “eles”, educador e educandos visualizam que essa relação se dá entre sujeitos, entre pessoas que objetivam uma formação profissional definida, concreta e contextualizada. Propicia, portanto, a reflexão conjunta e dialógica do “nós” sobre a realidade vivida, possibilitando a troca do saber, a aquisição e produção de conhecimentos. Portanto, da relação educador-educando também dependerá o processo de formação profissional, efetivando-se ou não a educação libertadora.
2. A Relação Educador-Educando enquanto facilitadora ou limitadora ao Processo de Formação Profissional do Assistente Social. Essas breves reflexões sobre a maneira como a formação profissional relaciona-se com a questão educacional e com a realidade social, e da importância da relação educador-educando nesse contexto, nos desafiam a pensar no processo de formação profissional do assistente social. As Escolas de Serviço Social têm se preocupado, primordialmente, em formar profissionais que saibam atuar de forma coerente com as necessidades concretas da realidade estrutural e conjuntural, sabendo acompanhar as mudanças, renovar-se e atender, em seu âmbito de ação, as demandas que se fizerem presentes. Em função disto estão constantemente discutindo suas disciplinas, promovendo encontros e convenções, reformulando currículos... É a busca de uma contextualização histórica, social, política e ideológica do ensino da profissão visando capacitar o educando para uma ação profissional comprometida com as classes populares, reconhecidas enquanto sujeitos do seu processo histórico. Nesse sentido, muito tem se discutido e refletido sobre a necessidade fundamental do assistente social estar capacitado para estabelecer um relacionamento profissional com as demandas que se apresentarem levando-as a participarem autenticamente do alcance dos seus objetivos e do projeto transformador da sociedade, no exercício pleno da cidadania. Mas, acontece que é freqüente o fato do assistente social não saber instaurar e desenvolver um relacionamento inter-subjetivo (entre sujeitos) com a população com a qual trabalha. Não o sabe por que, em muitos casos, não o aprendeu. A convivência na sociedade, na família, na escola não propiciou esse aprendizado. Como o assistente social vai facilitar esse processo de conscientização e participação das pessoas na discussão, reflexão e solução das problemáticas presentes, se ele mesmo não o vivenciou? Portanto, a proposta de uma educação libertadora torna-se a mais coerente para o alcance dos objetivos da formação profissional do assistente social. O relacionamento inter-subjetivo necessita ser vivido concretamente durante todo o processo educativo, a partir da relação educador-educando. Esta formação profissional ocorrerá se propiciar ao aluno, além dos fundamentos teóricos, metodológicos, ideológicos e filosóficos da profissão, a vivência de um relacionamento autêntico entre colegas e professores, no qual há o reconhecimento mútuo de que são sujeitos que se relacionam contemporaneamente e que devem ser respeitados e valorizados em suas expectativas, idéias, valores e concepções. Quando há o reconhecimento mútuo entre sujeitos que se relacionam num dado contexto que, no caso, é o ensino do Serviço Social, e com finalidade definida (a formação profissional), a postura de educador e educados estará voltada para a busca comum do “saber”, na qual não há “donos do saber” e nem “ignorantes absolutos”, mas pessoas em “busca de conhecimento”. O posicionamento do educador se dará a partir da convicção de que a relação pedagógica inter-pessoal e inter-subjetiva constitui-se no meio mais eficaz para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem, estando preocupado em dinamizá-la. Por sua vez, os educandos necessitam corresponder a tal postura não esperando passivamente do professor “receitas sociais” prontas para atuarem na realidade. Nesse sentido, a forma pela qual a prática didático-pedagógica é conduzida durante o processo de formação profissional do assistente social, tanto no âmbito das disciplinas teóricas como práticas, é de vital importância. A participação dos educandos é fundamental desde a formulação dos objetivos do ensino, que necessitam ser baseados nas expectativas e necessidades expostas pelos mesmos, e não apenas nas ementas das disciplinas. Se estiverem numa relação inter-subjetiva, serão capazes de expor, discutir e refletir as questões problematizadoras. Definindo objetivos serão capazes de planejar e executar ações para o alcance dos mesmos. Vivenciando esse processo educativo, o futuro assistente social irá se capacitando para instaurar uma relação profissional inter-subjetiva com a população, grupo ou pessoa com as quais trabalhará. Pois, quando o assistente social, na sua atividade profissional, considera as pessoas tão somente pelas “funções” que exercem, pelo segmento que participam, pelo serviço que buscam... sem personalizá-las, sem singularizá-las, automaticamente as “coisifica”, instaurando uma relação anônima, em que o “eles” é a expressão máxima de referência. Portanto, quando o professor não se preocupa ou não consegue estabelecer com os alunos uma relação direta, face-a-face, a ação educativa torna-se massificadora, sob a forma do “eles”, em que o processo de formação profissional não passa pela motivação e pela cooperação. O professor impõe a ementa, os objetivos e o tipo de avaliação. Trata-se de uma ação educativa que se dá pela coerção, não facilitando a realização pessoal, social e profissional.
Conclusão Essas reflexões sobre a relação educador-educando são importantes para a busca e garantia de um processo formativo coerente com os atuais objetivos propostos pelo ensino do Serviço Social. A visão e a concepção que o professor e o supervisor pedagógico têm desse processo certamente influenciará a sua postura como educador. E, uma prática didática comprometida com a realidade acarreta ao educador uma postura de ensino em constante reflexão sobre a sociedade e todas as suas implicações históricas, políticas e ideológicas. Mas também, uma auto-reflexão, um auto-questionamento e avaliação que lhe permita perceber até que ponto a sua prática didática, cotidianamente, vai de encontro à educação libertadora. Se o futuro assistente social participar autenticamente do seu processo formativo, este será motivador e cooperativo, levando ao auto-conhecimento, ao auto-governo e a auto-realização. O resultado dessa ação participativa no processo de ensino-aprendizagem certamente será a de educandos transformados em assistentes sociais que, em suas respectivas práticas profissionais, serão capazes de instaurar uma relação autêntica e participativa com a população, grupos e indivíduos, reconhecendo-os como pessoas e sujeitos da ação transformadora de situações por elas problematizadas, aliado a uma ação crítica, reflexiva e construtiva da realidade contemporânea, marcada pela exclusão social, miséria, pobreza e desigualdade social sem precedentes. Finalizando, reconhecer o educando enquanto pessoa: 1) Significa ter a firme convicção de que este possui uma necessidade intrínseca à sua condição humana de participar ativamente do seu processo de formação profissional. Quando o professor ou o próprio projeto de ensino obstrui essa capacidade, é criado um bloqueio que dificulta a apropriação do conhecimento; 2) Significa, também, considerar que o educando está inserido em uma realidade mais ampla, sofrendo as influências e limitações que esta lhe impõe, e onde, por outro lado, vê e percebe espaços que lhe permitem sua realização como pessoa. Necessita, então, compreender-se a si mesmo e à realidade, suas contradições, sistemas e ideologias, para que possa engajar-se conscientemente no projeto de uma sociedade mais humana e melhor. Em decorrência, traz essa ansiedade, implícita ou explicitamente, para o processo de ensino, querendo refletir e discutir a sua realidade. O projeto de formação profissional não pode ocorrer dissociado dessa realidade global onde se processa e nem alienar a pessoa-aluno da mesma; 3) Significa, ainda, que a formulação dos objetivos de ensino não pode ser realizada com o professor sendo o único participante. Para que o processo de formação profissional seja efetivado de modo naturalmente motivador e eficaz é necessário que haja um trabalho conjunto entre educador e educandos. Sabendo o que querem, o quê irão aprender e como, ser-lhes-à mais fácil a assimilação das leituras, a participação nas discussões e a reflexão das questões pertinentes. A relação interpessoal entre educador e educandos somente será instaurada partindo-se da convicção de que ambos são sujeitos do processo de formação profissional, enquanto pessoas que devem ser respeitadas em suas idéias, anseios, propostas e necessidades. E, ainda mais, facilitará uma formação profissional de assistentes sociais que saibam, em suas respectivas práticas, instaurar o respeito à dimensão básica de todo e qualquer relacionamento autêntico: o reconhecimento mútuo do outro enquanto pessoa, enquanto sujeito.
Bibliografia ALMEIDA, Anna Augusta. Política Social e Formação Profissional. Política Social e Serviço Social. Coleção Temas Sociais nº. 145. Rio de Janeiro. CBCISS. 1984. CURY, Carlos R. Jamil. Educação e Contradição. São Paulo. Cortez. 1985. FREIRE, Paulo. Conscientização. São Paulo. Moraes. 1980. _______. Educação como Prática da Liberdade. São Paulo. Paz e Terra. 1980. JORGE, J. Simões. A Ideologia de Paulo Freire. São Paulo. Loyola. 1979. KISNERMAN, Natálio. Temas de Serviço Social. São Paulo, Cortez e Moraes, 1976. MARTINS, Joel & BICUDO Maria A. Viggiani. Estudos sobre Existencialismo, Fenomenologia e Educação. São Paulo. Moraes. 1983 TORRES, Carlos Alberto. A Práxis Educativa de Paulo Freire. São Paulo. Loyola. 1979. WAGNER, Helmut (org.). Fenomenologia e Relações Sociais: textos escolhidos de Alfred Schutz. Rio de Janeiro. Zahar. 1979.
Notas
[1] Este texto é parte integrante da Dissertação de Mestrado da autora, intitulada “As Dimensões do Mundo-da-Vida e a Formação Profissional do Assistente Social: um Estudo Fenomenológico”, defendida em fevereiro de 1992. Apesar da data da sua produção, trata-se de um tema que permanece atual que, com as devidas adaptações, está sendo publicado, mantendo-se, porém, as referências bibliográficas da época.
[2] Formação profissional aqui não é entendida apenas em seu âmbito acadêmico. É um processo que perpassa toda a vivência da pessoa, sendo que o período universitário constitui-se apenas em uma etapa, embora de fundamental importância, de suas muitas fases. |